Quem somos

ConsciênciaVeg significa “Movimento pela Consciência Vegetariana”.

Para entender este movimento, o ConsciênciaVeg, é importante assimilar o panorama do Movimento Vegetariano. O vegetarianismo tem diversas vertentes e motivações. Podem ser: religiosas/espirituais, de saúde, por paladar, ambientais, pelos direitos animais, sociais, emocionais, entre outras. Aliás, o vegetarianismo é adotado, muitas vezes, por uma combinação de razões.

No entanto, é possível dividir estas diversas razões em dois grupos: As que beneficiam ou agradam ao indivíduo primariamente e as que consideram o contexto mais amplo do indivíduo, as que consideram ‘o outro’, outras espécies inclusas, nesta equação.

Assim, pode-se classificar os motivos para adoção do estilo de vida vegetariano em motivações pessoais e motivações éticas. Nesta segunda condição, o vegetarianismo deixa de ser apenas uma opção pessoal e passa a ser uma opção de consciência.

Neste caso, impõe-se ao indivíduo que fez esta opção de consciência que, não apenas negue-se a participar ativamente do processo que condena, mas que trabalhe para divulgar sua perspectiva sobre a questão. Não há como, em pleno exercício da consciência, se omitir. É a esta militância ativa em prol do vegetarianismo que passo a tratar por movimento vegetariano.

O movimento vegetariano se manifesta em três pilares:

O primeiro pilar é o da edução sobre o vegetarianismo em sí. Suas vantagens para o indivíduo e para o contexto coletivo em que este se insere. As causas e consequências da manutenção de um sistema que desconsidera o direito animal, bem como o impacto sócio-ambiental da alimentação e consumo de produtos gerados a partir da exploração animal. Este papel já vem sendo desempenhado desde o início por diversas importantes organizações.

O segundo pilar é o da militância em defesa dos direitos dos atingidos direta e indiretamente pela manutenção do sistema cultural vigente e pela preservação do meio-ambiente. Neste contexto se destaca a heróica luta pelos direitos animais, pelo anti-especismo, das diversas organizações que atuam nesta frente. Contudo, não devemos nos esquecer dos grupos que apoiam medidas de caráter social e/ou ambiental, que percebem no vegetarianismo parte da solução para estes problemas.

O terceiro pilar é o da militância pelo direito daquele que exerce esta opção de consciência, e que, por ferir um conjunto de interesses já estabelecidos, são, quando não ignorados, atacados ou oprimidos, por vezes de forma agressiva ou violenta.

Uma opção de consciência não é algo que a pessoa pode ‘ligar’ e ‘desligar’ quando convém. Violar esta opção é um violação íntima, com toda a violência implícita neste ato, e impor a alguém que viole sua opção de consciência é impor que este alguém negue sua própria humanidade.

O papel do ConsciênciaVeg é exatamente promover a garantia da inviolabilidade da opção de consciência do vegetariano, pela militância contra o preconceito e a discriminação dos vegetarianos, seja de forma ativa, seja pela desconsideração passiva deste cidadão/cidadã que exerce sua opção de consciência.

Em outras palavras, a ONG pretende promover a inclusão e garantir acesso à plena cidadania para os vegetarianos, e apoiar as pessoas e organizações que convivem com vegetarianos no conhecimento de suas necessidades e potencial de inovação e consumo.

E como pretendemos alcançar estes objetivos? Através de ações políticas, porém apartidárias, tais como:

  • Passeata anual em múltiplas localidades;
  • Divulgação da causa diretamente, pela internet, e através da imprensa;
  • Condução e/ou apoio a pleitos políticos para os nossos governantes dos três poderes;
  • Desenvolvimento de projetos de caráter educativo e de apoio ao movimento vegetariano.

Pretendemos comunicar, através destas ações, que, nós vegetarianos, somos um grupo numeroso e que sabemos fazer valer o nosso direito. Pretendemos (como os demais ativistas vegetarianos) incluir esta questão, de natureza ética, no conjunto dos valores que formam o alicerce cultural de nossa nação e de nosso planeta.


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